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No mês de janeiro, vários boatos informando a presença de supostos sequestradores de crianças começaram a ser espalhados no Médio Mearim. O Blog publicou no último dia 15 uma matéria informando que o Conselho Tutelar de São José dos Basílios emitiu uma nota sobre o boato como se fosse real (Leia AQUI). Desde então, vários conselhos tutelares da região passaram a replicar notas semelhantes, causando um clima de histeria coletiva em algumas comunidades rurais. 

Por conta dessas informações falsas terem se espalhado, quatro pessoas quase foram linchadas no último domingo (31) num povoado da zona rural de Vitória do Mearim. As vítimas eram, na verdade, moradores de Lago do Junco que estavam na região.  

De acordo com informações, uma criança assustada achou que os visitantes eram "sequestradores" e, desde então, moradores da localidade passaram a cercar o carro das vítimas e ameaçaram linchar os quatro sem se basear em nenhuma prova, apenas numa simples suspeita.

Os juncoenses foram salvos por um morador, que os protegeu em sua residência. Eles tiveram de sair do povoado com apoio policial. No momento, imagens mostraram que os moradores ainda tentaram linchá-los na frente dos policiais. (Leia a matéria AQUI).

Alguns delegados da região criticaram duramente as notas dos Conselhos Tutelares, afirmando que não existe sequestro de criança na região, e sequer houve relato de uma tentativa de sequestro. Veja abaixo: 

"Em nenhuma unidade de Polícia Civil do Maranhão existe qualquer registro de tentativa de sequestro de criança, não passa de boatos, de fake news, que lamentavelmente tem sido propagadas inclusive pelos Conselhos Tutelares que, na intenção de alertar os pais, acabaram se precipitando e falando de fatos que são inexistentes.[...] Isso é mentira, coisa de quem não tem o que fazer. Quem espalha essas desinformações vá procurar o que fazer, lavar uma louça e pare de atrapalhar a polícia", disse o delegado regional de Balsas, Fagno Vieira.


"Não houve crime de sequestro envolvendo crianças ou adolescentes em nossa região. Todos os fatos mencionados nas redes sociais são meticulosamente verificados pela Polícia Judiciária, de modo que a população pode manter a calma, ainda que sempre vigilante. Qualquer informação pode ser passada para nós, mas reitero, que todas as situações relatadas foram devidamente verificadas e nenhuma tem qualquer procedência. A pessoa que espalha essas informações falsas, com o único desejo de replicar um perigo inexistente, pode responder pela prática de infração penal prevista no art. 41 na lei de contravenções penais, cuja pena é de prisão simples de 15 dias à 6 meses", disse o delegado regional de Pedreiras Diego Maciel.

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Informe da ALEMA