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José de Ribamar, de 25 anos, está desaparecido desde a última segunda-feira (1º)

O homicídio que vitimou o empresário Marcos Marcondes pode estar relacionado ainda com um desaparecimento ocorrido no município de Bacabal. O jovem José de Ribamar, de 25 anos, que trabalhava como vaqueiro/capataz em uma fazenda de um policial envolvido na morte de Marcos, também foi conduzido na última segunda-feira (1º), por volta das 13h, e desde então, nunca mais foi visto. A ausência do filho começou a ser informada por José Roberto Ferreiro Leitão, pai do jovem.

Na mesma fazenda em que ele trabalhava, alguns carneiros desapareceram. Ao notar o furto, o policial chegou a investigar o caso mas não descobriu nenhum responsável. Por essa razão, ele começou a desconfiar de Ribamar, terminando por levá-lo. A condução foi testemunhada pelo irmão mais novo do jovem, que tem 16 anos e também trabalha na propriedade rural.

Os envolvidos na condução desconfiaram que Ribamar tivesse vendido ou passado os carneiros para seu antigo patrão: o empresário Marcos Marcondes, assassinado na zona rural de São Luís Gonzaga.

Marcos Marcondes, mais conhecido como "Marquinhos".

Após levarem Ribamar, policiais levaram também Marcos em frente ao seu comércio, ação essa que teve testemunhas, inclusive familiares. A esposa de Marcos ainda chegou a ir atrás do carro dos policiais, tentando descobrir aonde estavam levando seu marido. 

Em determinado momento, ela avistou os mesmos veículos já retornando, dessa vez sem seu esposo. Ao conversar com os policiais, eles relataram que Marcos tinha pulado do carro e fugido. Além do relato, outro detalhe estranho era que os policiais estavam molhados até a cintura. 

Policiais envolvidos no caso.

Logo após a morte de Marcos repercutir, o pai do jovem Ribamar começou a dar entrevistas à imprensa relatando que o filho ainda está desaparecido. "Meu filho foi sequestrado pelo Sr. G. na fazenda Cajueiro. Daí para cá não tenho mais notícias dele. Peço pelo amor de Deus que, qualquer pessoa que encontre meu filho, ou vivo ou morto, me avise, pois estou desesperado. Não quero prejudicar ninguém, seja policial ou não, quero é meu filho", disse o pai.    

Fato é que um possível caso de receptação dos carneiros roubados nunca chegou a ser confirmado, por isso, familiares acreditam que a morte e o desaparecimento das vítimas constituem atos de violência gratuita.

Pai de José de Ribamar relatando o sumiço do filho. Na mesma gravação, o advogado Dr. Bento Vieira fornece ainda mais denúncias de violência policial em Bacabal, incluindo o relato de um outro pai que teve o filho agredido.
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